A Gol vai receber 120 jatos 737 MAX até 2028 (Gol/Portal Ponte Aérea)

A Gol vai receber 120 jatos 737 MAX até 2028 (Gol/Portal Ponte Aérea)

Sem emitir nenhum comunicado, a Gol iniciou nos últimos dias uma discreta mudança em seus jatos Boeing 737 MAX 8: a empresa “renomeou” o avião e agora vai chamá-lo de 737-8.

Imagens obtidas pelo site Aeroin mostram que a designação já foi aplicada em pelo menos uma aeronave, o modelo com prefixo PR-XMD. A marcação anterior trazia o nome original do avião e o slogan “MAX: Inteligência para voar mais longe”, na fuselagem próximo a porta frontal.


Em contato com o Airway, a Gol confirmou que padronizou a nomenclatura das novas aeronaves “para que estejam alinhadas ao restante da frota da companhia” que é composta, atualmente, de 121 aviões Boeing 737, nos modelos 700 e 800 Next Generation e MAX 8.

A companhia aérea também informou que a denominação 737-8 “foi definida e certificada pelo FAA”, o órgão regulador de aviação civil dos Estados Unidos e, também, “segue os padrões internacionais entre as companhias aéreas”.

A empresa, contudo, não revelou se a mudança no nome do avião está relacionada a paralisação mundial dos 737 MAX, que registrou dois acidentes em menos de seis meses.

(Reprodução/Aeroin)

A nova marcação 737-8 ocupa o nome original do avião em laranja em um slogan (Reprodução/Aeroin)

A Gol recebeu seus primeiros 737 MAX 8 no final do ano passado e já conta com sete modelos na frota. Todos esses jatos estão estacionados no centro de manutenção da companhia, no aeroporto de Confins (MG). A empresa não relatou nenhum problema operacional com seus aviões enquanto estavam em serviço.


A decisão de aterrar os 737 MAX foi tomada pela própria Gol, antes mesmo da ANAC e outros órgãos internacionais de aviação ordenarem a paralisação da aeronave. A companhia parou seus jatos em 11 de março, um dia após a queda de um 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines, na Etiópia. Em outubro do ano passado, um modelo igual da Lion Air caiu no mar de Java, na Indonésia.

(Thiago Vinholes)

O nome original do avião e o slogan deram lugam ao novo nome 737-8 (Thiago Vinholes)

Boeing 737-8, Fokker MK.28…

A mudança do nome dos 737 MAX 8 da Gol relembra o clássico caso da Avianca com o Fokker 100. Para espantar a má fama que o avião acumulou em seus tempos com a TAM, a empresa, ainda chamada Oceanair, mudou o nome do jato holandês para “MK.28”.

A “inspiração” para o MK.28 veio do nome técnico da Fokker para a aeronave: “F.28 MK0100”, popularmente abreviado como Fokker 100.

A Oceanair (e depois Avianca Brasil) operou o Fokker 100 por 10 anos, entre 2005 e 2015, e registrou um único incidente com o jato, um pouso de nariz no aeroporto de Brasília. A TAM, por outro lado, sofreu um acidente fatal com a aeronave, em 1996, e outros incidentes graves.

A Avianca foi a última companhia do Brasil a voar com o Fokker 100 (Thiago Vinholes)

A Avianca foi a última companhia do Brasil a voar com o Fokker 100 (Thiago Vinholes)

“A alteração no nome foi um pedido do nosso departamento de marketing. E como podemos ver, após esses 10 anos pareceu que deu certo”, revelou José Efromovich, presidente da Avianca Brasil, ao Airway, durante o voo de despedida do Fokker 100, em novembro de 2015.

A Avianca operou 14 jatos Fokker 100 em 10 anos, período em que essas aeronaves realizaram quase 200 mil voos e transportaram mais de 14 milhões de passageiros.

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