Boeing 787-10 da ANA: maior operadora do Dreamliner no mundo (Boeing)

Poucos dias depois de receber seu primeiro Airbus A380, de uma encomenda de apenas três aviões, a All Nippon Airways voltou a celebrar mais uma novidade em sua frota, a chegada do seu Boeing 787-10 número 1. Modelo com maior capacidade do wide body, o 787-10 da ANA pode transportar 330 passageiros em configuração de duas classes, 40 assentos a mais que o 787-9, oferecendo uma economia de 25% de combustível – o jato fará sua estreia na rota Tóquio-Cingapura, uma das mais movimentadas da companhia.

A ANA é a primeira companhia aérea na Ásia a operar todos as variantes do 787 – ela foi a cliente lançadora do jato em 2011. Atualmente a frota da companhia compreende nada menos que 67 Boeing 787 (36 unidades do 787-8 e 30 do intermediário 787-9, além do primeiro 787-10), a maior operadora do jato no mundo.


Ao longo dos últimos anos, o Boeing 787 formou a espinha dorsal da nossa frota de classe mundial e, hoje, estamos empolgados em apresentar o mais novo membro da família Dreamliner, o 787-10”, comentou Shinya Katanozaka, Presidente e CEO da ANA durante a cerimônia de entrega. Assim como o Airbus a380, também o 787-10 teve apenas três unidades encomendadas.

Estreia difícil

Segundo a Boeing, os cerca de 800 jatos 787 já economizaram 16 bilhões de litros de combustível em oito anos em serviço. E as entregas da aeronave tem se intensificado nos últimos graças à sua eficiência operacional.

O atual sucesso quase faz esquecer um começo de carreira difícil do 787. Após atrasar anos em relação ao cronograma original, o Boeing só entrou em operação em 26 de outubro de 2011, como dito, pela própria ANA. Passaram-se nada menos que 51 meses desde sua apresentação estática, em julho de 2007. A fabricante teria consumido cerca de US$ 32 bilhões em seu desenvolvimento, algo como R$ 123 bilhões em valores atuais.


Com vários desafios em seu projeto como uso intensivo de materiais compostos, novos motores, aviônicos e aerodinâmica avançada, o 787 conseguiu no fim provar que era possível reduzir o consumo de combustível em dois dígitos – a promessa era ser 20% mais eficiente que o 767, o qual se propunha substituir.

Mesmo após sua estreia, o 787 ainda enfrentou sérios problemas. A partir de 2013, uma série de vazamentos de combustível passou a ocorrer com diversos aviões, mas foi um defeito com as inovadoras baterias de íon de lítio que fizeram o jato ficar no solo por mais tempo. O problema começou justamente com uma aeronave da ANA em janeiro daquele ano e levou cerca de três meses para ser resolvido. Recentemente, o 787 ainda sofreu outro revés, mas por culpa dos motores Rolls & Royce Trent 1000.

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