Amazon One, o primeiro avião da Prime Air, braço aéreo da Amazon

Amazon One, o primeiro avião da Prime Air, braço aéreo da Amazon

O primeiro avião da companhia aérea Prime Air, criada pela Amazon, não tem nada de revolucionário. Em vez de um drone capaz de deixar sua encomenda na porta de casa, a Prime Air começará a operar com um conhecido e confiável Boeing 767-300F, com apoio da cargueira Atlas Air. Batizado como “Amazon One”, o jato foi apresentado pela empresa num show aéreo em Seattle (EUA) na sexta-feira, onde fica sua sede.

“Ao criar uma rede de transporte aéreo, estamos expandindo nossa capacidade de garantir entregas velozes para nossos membros ‘Prime’ nos próximos anos”, explicou Dave Clark, vice-presidente senior da Amazon para operações globais. O “Amazon One” é um dos 40 aviões que a Prime Air terá à disposição no futuro para distribuir seus produtos em todo mundo – hoje existem outros 11 aviões de terceiros utilizados nessa tarefa.


Investimento em robótica

Criada por Jeff Bezos em 1994, a Amazon é a maior empresa de comércio eletrônico do mundo. Começou como uma livraria on-line, mas logo percebeu que poderia atuar em outros setores com enorme sucesso. Hoje, a gigante atua em outras áreas como hospedagem de sites, vendas do leitor de livros Kindle, games e serviço de vídeo sob demanda, entre outros.

Na área de e-commerce, criou em 2005 o Amazon Prime, um serviço ‘premium’ que prometia entrega em até dois dias com taxa de entrega única. Foi o ponto de partida para a criação da Prime Air cuja iniciativa mais inusitada será o uso de drones e caminhões autônomos para entrega.

Pediu, chegou: o novo drone da Amazon promete realizar entregar em até 30 minutos (Amazon)

Pediu, chegou: o novo drone da Amazon promete realizar entregar em até 30 minutos (Amazon)

Com os drones, a meta é ousada: entregar encomendas em até 30 minutos do momento da conclusão da compra. A Amazon vislumbra ter uma rede desses pequenos aviões com 25 quilos de peso voando a cerca de 120 metros de altura e realizando entregas em distância de mais de 16 km. O projeto, no entanto, ainda precisa provar que é seguro e que não causará interferências na aviação e na superfície.

Enquanto isso não vira realidade, a Amazon seguirá voando de forma convencional com seus Boeing 767.

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