Cliente de honra: a companhia indiana é o maior operador do A320neo (Airbus)

A Airbus entregou nesta quinta-feira (10) a milésima aeronave da família A320neo. O jato, um A321neo produzido em Hamburgo, na Alemanha, foi recebido pela IndiGo, a principal companhia aérea da Índia.

A empresa indiana é o maior cliente da série A320neo no mundo com um total de 430 aeronaves encomendadas. O primeiro modelo foi recebido pela IndiGo em março de 2016 e hoje a frota da companhia já conta com 96 exemplares, incluindo o novo jato com a marca histórica.


O grande ritmo de produção da série A320neo é um dos mais notáveis e complexos da indústria aeronáutica, com quatro linhas de montagens pelo mundo que finalizam quase 60 aeronaves por mês. Além da planta em Hambugo, os jatos também são concluídos na unidades da Airbus em Mobile (EUA), Toulouse (França) e Tianjin (China).

O A320neo estreou no mercado em janeiro de 2016 com Lufthansa e o programa foi avançado um passo por ano desde então. Em 2017, a Airbus entregou o primeiro A321neo e no ano seguinte o primeiro A321LR. Neste ano, o grupo europeu finalizou o primeiro A319neo (um modelo executivo ACJ319neo) e anunciou o lançamento do A321XLR, versão de “alcance ultra longo”.

Nova Opção de Motor

Os primeiros esboços do que hoje é a série A320neo começaram a ser elaborados pela Airbus em 2006, quando iniciou o programa A320E, de Enhanced (Melhorado). O projeto incluía melhorias para obter um ganho de eficiência de até 5% com winglets maiores, refinamentos aerodinâmicos, economia de peso e uma nova cabine, com equipamentos mais leves.

O desconto da Azul na Black Friday é 20%, válido para voos com embarques em 2018 (Airbus)

A Azul e a LATAM operam os jatos A320neo no Brasil (Airbus)

Aproveitando os primeiros avanços dessa pesquisa, a Airbus lançou um novo winglet em 2009. A instalação do dispositivo opcional adiciona mais 200 kg ao peso total da aeronave, mas oferece uma redução de 3,5% no consumo de combustível em voos acima de 2.800 km.

Prometendo implantar ainda mais melhorias no A320, a Airbus finalmente formalizou o lançamento do programa NEO, de “Nova Opção de Motor” em inglês, oferecendo uma economia de combustível na faixa dos 15%. O primeiro teste de voo com um modelo A320neo foi realizado em 25 de setembro de 2014, enquanto o A321neo fez sua decolagem inaugural em 9 de fevereiro de 2016 e o A319neo em 25 de abril deste ano. Fracasso de vendas nos anos anteriores, o A318 não avançou para a nova série.

O desempenho das aeronaves logo atraiu o interesse de companhias aéreas do mundo todo e hoje carteira de pedidos da Airbus contém 6.624 aeronaves encomendas de 110 clientes (números da Airbus contabilizados até setembro, que ainda não inclui a entrega do milésimo A320neo).

Os motores de nova geração usados nos A320neo são os principais responsáveis por reduzir a sede do avião por querosene. As opções de motorização para as aeronaves são os CFM International LEAP-1A e o Pratt & Whitney PW1000G, cerca de 16% mais eficientes que os turbofans da geração anterior, fora os custos de manutenção 20% mais baixo. Os jatos também adotaram winglets mais avançados nas pontas das asas e a cabine de passageiros ganhou um purificador de ar mais avançado, o que torna a viagem mais confortável.

Com mais tanques de combustível, a autonomia do ACJ319neo passa dos 15.000 km (Airbus)

Com mais tanques de combustível, a autonomia do ACJ319neo passa dos 15.000 km (Airbus)

Como agora consomem menos combustível, os modelos A320neo podem voar por maiores distâncias, sobretudo o A321LR com alcance de até 7.400 km. Essa autonomia é o suficiente para cumprir rotas entre o Nordeste do Brasil e a Europa. Esse é justamente o plano da TAP Portugal, que estuda lançar voos de Lisboa com destino a Salvador, Fortaleza, Belém e Natal usando o novo jato.

Enquanto a Airbus alcança a marca de 1.000 jatos A320neo entregues, o principal concorrente da série, o Boeing 737 MAX, segue seu calvário de testes e certificação para voltar a voar até o final de 2019. Aterrado no mundo todo desde março, o avião também teve suas entregas suspensas pelo fabricante, que vem acumulando aeronaves em suas instalações.

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