A cauda do 100° avião da Airbus produzido nos EUA foi decorada com a pintura dos cavalos "Meadow & West" (Airbus)

A cauda do novo jato da Frontier Airlines recebeu uma pintura com os cavalos “Meadow & West” (Airbus)

A fábrica da Airbus em Mobile, nos Estados Unidos, foi inaugurada há pouco mais de três anos e já alcançou uma marca expressiva. A unidade no estado do Alabama entregou nesta semana a centésima aeronave produzida em território estadunidense, um jato A320neo. O avião foi adquirido pela companhia aérea local Frontier Airlines.

A unidade da Airbus nos EUA entregou um número expressivo de aeronaves mesmo ainda sem operar com sua capacidade máxima. A média de entregas mensal atual da fábrica, inaugurada em 2015, é de quatro aviões. A planta também produz os modelos A320 e A321 da primeira geração.


O grupo europeu investiu cerca de US$ 600 milhões para construir a fábrica em Mobile, projetada basicamente para abastecer o mercado norte-americano. Todas as aeronaves produzidas até o momento no Alabama foram adquiridas por companhias aéreas dos EUA, tais como a Delta Air Lines, Hawaiian Airlines, e a JetBlue, primeiro cliente a receber um jato Airbus “Made in USA”, um A321, em abril de 2016.

Pode se dizer que atualmente a produção dos jatos da família A320 não vê o por do sol. Além da fábrica nos EUA, a série de aeronaves mais popular da Airbus também é produzida nas tradicionais unidades do grupo na França e Alemanha, e também em Tianjin, na China.

A220 no Alabama

A série agora renomeada como Airbus A220 (ex-Bombardier CSeries) também será produzida em Mobile, a partir de 2020. O grupo europeu concluiu a aquisição do programa das aeronaves regionais da Bombardier em julho deste ano.


O A220-300 deve ser um dos destaques da Airbus do Farnborough AirShow neste mês (Airbus)

Era Bombardier CSeries, agora é Airbus A220 (Airbus)

A estratégia de fabricar o A220 no Alabama é uma estratégia da Airbus para evitar as altíssimas taxas de importação dos EUA impostas aos jatos fabricados no Canadá e assim entrar no mercado de aviação regional do país, hoje o maior do mundo.

A medida foi sancionada após a Boeing reclamar dos baixos preços do CSeries, que foram projetados pela Bombardier com subsídios do Canadá. Essa prática, que também já foi motivo de reclamação da Embraer, promove uma concorrência de mercado considerada desleal.

Veja mais: Boeing entrega 2.000° na China