O A220-300 deve ser um dos destaques da Airbus do Farnborough AirShow neste mês (Airbus)

A Airbus adquiriu o controle do programa CSeries da Bombardier em 2017 e renomeou a série como A220 (Airbus)

A Airbus anunciou nesta quarta-feira (22) que a família A220 passará a oferecer maior alcance de voo a partir da segunda metade de 2020. Essa é a primeira evolução desenvolvida pela fabricante europeia na série de aeronaves (ex-CSeries) projetada originalmente pela Bombardier.

A companhia confirmou que o peso máximo de decolagem (ou MTOW, na sigla em inglês) dos jatos A220 será aumentado em 2.268 kg, totalizando 66,1 toneladas no A220-100 e 69,9 t no A220-300. Com essa mudança, o alcance do modelo -300 chegará a 6.204 km e o -100 passa para 6.296 km, o que representa 833 km a mais que o alcance atual das aeronaves.


“De acordo com a tradição da Airbus, estamos constantemente aprimorando nossos produtos,” disse Christian Scherer, diretor comercial da Airbus. “Com o novo MTOW, os operadores poderão alcançar novos mercados que atualmente não podem ser alcançados com outros tipos de aeronaves de pequeno porte e corredor único.”

Segundo a fabricante, o ganho em desempenho foi alcançado por meio do aproveitamento de margens estruturais e sistêmicas que já existem nas aeronaves, além de aumentar a capacidade de combustível que podem transportar. A fabricante explica que essas evoluções permitirão aos operadores lançarem novas rotas, conectando as principais cidades da Europa Ocidental com o Oriente Médio ou o Sudeste Asiático com a Austrália, trechos que atualmente exigem aeronaves maiores, como o Boeing 737 ou então o Airbus A320.

Principal concorrente dos E-Jets da Embraer na categoria de aeronaves com capacidade entre 100 e 150 assentos, a família A220 contabiliza mais de 530 pedidos até o momento. Esse volume supera em quase 200 unidades o número de encomendas por jatos da fabricante brasileira, que possui 359 ordens pelos modelos (E175, E190 e E195) das séries E1 e E2. A Airbus estima que esse segmento vai exigir mais de 7 mil aeronaves ao longo dos próximos 20 anos.

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