Um dos principais objetivos da parceria é a produção dos jatos C Series na fábrica da Airbus nos EUA (Divulgação)

Um dos objetivos da parceria é a produção dos jatos C Series na fábrica da Airbus nos EUA (Divulgação)

A Airbus e a Bombardier Aerospace confirmaram nesta semana o fechamento da transação do programa C Series, agora controlado pelo grupo europeu com participação majoritária de 50,01%, incluindo as divisões de produção e vendas dos jatos canadenses. A negociação entre as fabricantes havia sido iniciada em outubro de 2017. Com a conclusão do acordo, a Bombardier passa a ter 34% do capital sobre os aviões e o fundo de investimentos do Quebec detém outros 16%.

No início de junho, a Airbus já havia anunciado que todas as aprovações regulatórias para o acordo foram obtidas. O contrato prevê que a Bombardier financiará o défit de caixa da parceria para até US$ 225 milhões durante o segundo semestre de 2018, e até US$ 350 milhões em 2019, além de um total máximo de US$ 350 milhões nos dois anos seguintes.


A matriz, a equipe de comando e a montagem final dos jatos C Series em parceria com a Airbus ainda estarão localizados na fábrica da Bombardier em Mirabel, no Canadá. As duas empresas, porém, esperam que a demanda pelas aeronaves aumente nos próximos anos o suficiente para apoiar a criação de uma segunda linha de montagem das aeronaves canadenses na planta da Airbus em Mobile, nos Estados Unidos, com o objetivo claro de vender aviões para clientes nos EUA.

Com a conclusão da parceria, companhias aéreas interessadas nos modelos C Series terão de bater na porta da Airbus para comprá-los: os jatos CS100 e CS300 já constam no portfólio de aeronaves comerciais do grupo europeu.

A família C Series já aparece no portfólio de aeronaves comerciais da Airbus (Airbus)

A família C Series já aparece no portfólio de aeronaves comerciais da Airbus (Airbus)

Segundo a Airbus, o nicho de jatos comerciais com capacidades entre 100 e 150 passageiros, como são os casos do CS100 e CS300, vai exigir cerca de 6.000 novas aeronaves nos próximos 20 anos. Outra fabricante que disputa esse mesmo mercado é a Embraer com os E-Jets.

Ainda é cogitada uma mudança no nome das aeronaves canadenses, que podem assumir as designações A210 e A220, seguindo o padrão de nomenclatura da Airbus.


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