Um A320 da LATAM fez um teste bem sucedido de acoplagem no novo píer de Salvador (Will Recarey)

Assumido pela operadora Vinci Airports em julho de 2017, o Aeroporto de Salvador tem passado por melhorias e um projeto de ampliação cuja primeira fase será entregue em outubro. Atualmente, o terminal é o 2º mais movimentado da região Nordeste, atrás apenas de Recife, e deve ter sua capacidade ampliada em 50% assim que o novo píer for entregue nos próximos meses.

As obras, que estão em sua reta final, tiveram um momento importante nesta semana quando um A320 da LATAM realizou um teste de acoplagem em um das seis novas pontes de embarque do terminal. “O teste foi um sucesso e importante para trazer ainda mais segurança para o início das operações desta primeira ponte do novo píer que será aberta para embarque e desembarque de passageiros no final do mês”, afirma o engenheiro do Salvador Bahia Airport, Henrique Bellini.


Segundo a concessionária, o aeroporto ganhará mais de 13 mil m² de área e seis pontes de embarque compatíveis com aviões de grande porte – três delas serão reservadas aos voos internacionais. Além do novo píer, que será conectado ao terminal atual por um longo corredor, a Vinci afirma que ampliará o edifício processador em 22 mil m² que contará com sistemas de refrigeração e iluminação aprimorados, inclusão de wi-fi gratuito, modernização de banheiros e fraldários, nova área para os balcões de vendas das companhias aéreas, check-ins em novo layout, entre outros.

O pátio do aeroporto também está sendo ampliado assim como a requalificação das pistas que tiveram suas cabeceiras deslocadas para permitir a instalação de RESAS, áreas de segurança após o final delas.

Como ficará o novo píer (abaixo): ampliação de 10 milhões para 15 milhões na capacidade do Aeroporto de Salvador

Hoje com capacidade para atender 10 milhões de passageiros por ano, o aeroporto teve um movimento de 8 milhões de usuários em 2018. Com as obras de ampliação, o terminal passará a ter capacidade para 15 milhões de passageiros anuais.

Pior aeroporto

Leiloado em março de 2017 em conjunto com os aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis, o Aeroporto Luís Eduardo Magalhães foi arrematado pela operadora francesa Vinci Airports por R$ 1,59 bilhão de outorga. A previsão é de que sejam investidos ao menos R$ 2,35 bilhões durante os 30 anos da concessão.

Nas mãos da Infraero, o terminal aéreo baiano esteve frequentemente entre os mais mal avaliados pelos passageiros, segundo pesquisas da Secretaria de Aviação Civil, mas desde que a Vinci assumiu a operação, há dois anos, os índices melhoraram. De acordo com o levantamento do segundo trimestre de 2019, Salvador atingiu 4,08 de nota média em 38 indicadores analisados, ou seja, acima da meta estabelecida pelo governo.

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