Os A320neo da Azul contam com o pacote de modificações SHARP para operações em pistas curtas (Airbus)

Os A320neo da Azul contam com o pacote de modificações SHARP para operações em pistas curtas (Airbus)

A Airbus recebeu a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para seu SHort AiRfield Package (SHARP), um pacote de combinações exclusivo de modificações em aerodinâmica, controle de voo, frenagem e software cujo objetivo é aprimorar os recursos de decolagem e aterrissagem do novo modelo A320neo nos chamados “aeroportos complexos”.

Como explica a fabricante, a solução vai trazer uma nova eficiência às companhias aéreas brasileiras que operam principalmente no aeroporto Santos Dumont (SDU), no Rio de Janeiro (RJ). As empresas que possuem o A320neo no Brasil são Avianca Brasil, Azul e Latam Airlines, mas somente as duas primeiras contam com o modelo equipado com o pacote SHARP.


A rota entre o SDU e o aeroporto de Congonhas (CGH), em São Paulo, é a quarta maior do mundo em termos de tráfego de passageiros e é muito lucrativa para as companhias nacionais. Porém, operacionalmente, o SDU é considerado um aeroporto desafiador: a pista tem apenas 1.323 metros e encontra obstáculos nas duas pontas, o que reflete sobre o desempenho de decolagem e aterrissagem das aeronaves.

O A320neo com o pacote SHARP, disponível para aviões novos ou em modelos A320 reconfigurados para o novo padrão, vai pemitir que as companhias operem com capacidade máxima de passageiros no SDU. A Azul e a Avianca são as duas primeiras companhias no mundo que adquiriram a aeronave da Airbus com essa opção.

Antigo terrítório do A319

A solução SHARP abre o caminho para as operações do A320 no aeroporto Santos Dumont, que até então recebia somente os modelos menores da família de narrow-bodys da Airbus, como o A318 e principalmente o A319 – a Latam, por exemplo, opera no SDU somente com o A319.

O A320 convencional tem permissão para operar no SDU, mas somente com parte de sua capacidade de passageiros, o que reduz a rentabilidade do operador.

Já o Boeing 737, como os que são utilizados pela companhia Gol, precisam do pacote “Short Field Performance”, com recursos semelhantes ao SHARP da Airbus, para atuar no Santos Dumont.

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