O Shandong pode embarcar cerca de 40 aeronaves, entre caças e helicópteros (China Military)

O Shandong pode embarcar cerca de 40 aeronaves, entre caças e helicópteros (China Military)

O porta-aviões Shandong, o primeiro totalmente construído na China, foi lançado ao mar nesta quarta-feira (26), no porto de Dalian. A embarcação, com cerca de 270 metros de comprimento e 50.000 toneladas, começou a ser construída em 2013 e ainda não foi finalizada, processo que será completado no mar. A previsão é de que o novo navio militar entre em operação com a marinha chinesa somente a partir de 2020. O projeto é avaliado em cerca de US$ 9 bilhões.

A nova embarcação é o segundo porta-aviões da China. O primeiro deles foi o Liaoning, desenvolvido na antiga União Soviética na década de 1980, mas que acabou não sendo finalizado. O navio incompleto, então em posse da Ucrânia, foi comprado pelos chineses em 1998 e concluído em 2012, quando foi comissionado.

A exemplo do Liaoning, o Shandong é um porta-aviões do tipo “ski-jump”, no qual as aeronaves aceleram pelo convés e decolam com a ajuda de uma rampa, em vez de serem lançados por catapultas, como acontece nos modelos operados pela marinha dos Estados Unidos.

As capacidades na nova embarcação chinesa ainda são desconhecidas. No entanto, especulá-se que o projeto seja uma evolução do Liaoning, que pode receber cerca de 40 aeronaves, entre caças e helicópteros. O principal avião naval na marinha da China é o caça Shenyang J-15, a versão chinesa do Sukhoi Su-33, desenvolvido na Rússia.

Mais porta-aviões

Além de entrar na fase de finalização e testes do Shandong, a China também está construindo mais um porta-aviões, previsto para entrar em serviço na segunda metade da próxima década. O país ainda tem planos de fabricar um quarto modelo. As características dos projetos, porém, ainda são mantidas em segredo pelo governo chinês.

O Shandong é um porta-aviões de propulsão convencional; somente EUA e França possuem porta-aviões nucleares (China Military)

O Shandong tem propulsão convencional; somente EUA e França possuem porta-aviões nucleares (China Military)

Quando concluir esse plano, a China terá a segunda maior frota de porta-aviões do mundo, perdendo apenas para os EUA, que atualmente operam 10 embarcações desse tipo, todas de propulsão nuclear. Os navios chineses, por outro lado, são todos impulsionados por meio convencionais, com turbinas a gás e motores diesel.

Veja mais: Marinha do Brasil desativa porta-aviões São Paulo