Apesar da capacidade naval, os AF-1 atualmente operam a partir de bases terrestres (MB)

Apesar da capacidade naval, os AF-1 atualmente operam a partir de bases terrestres (MB)

A Marinha do Brasil admitiu ao site Jane’s que pensa em reduzir o investimento na modernização dos caças A-4 Skyhawk adquiridos há quase duas décadas e que operavam a bordo do porta-aviões São Paulo, que está em processo de desmobilização.

Rebatizados como AF-1 Skyhawk, os jatos de combate foram comprados do Kuwait no final da década de 90 e marcaram a estreia da força com aeronaves de asa fixa próprias. Doze unidades foram repassadas ao país, três delas bipostos (AF-1A). Embora bem conservados, os aviões chegaram com um padrão tecnológico ultrapassado e a Marinha optou por atualizá-los em 2009.

A Embraer foi escolhida para a empreitada que incluiu a instalação de um novo radar Elta 2032, novos displays multifuncionais incluindo um HUD (visor ao nível dos olhos), além de um sistema de navegação inercial e revisão geral. O primeiro exemplar modernizado, ganhou a designação AF-1B e foi entregue apenas em maio de 2015, mas pouco mais de um ano depois um dos aviões foi perdido num acidente no mar.

Com a aposentadoria do porta-aviões São Paulo e a restrição orçamentária pela qual passa o governo federal a modernização parece ter perdido o sentido. Isso não significa que a Marinha brasileira tenha perdido o interesse em ter aviões de combate em operação, como a própria demonstrou ao manter vivo o interesse na versão marítima do Gripen.

Primeiro AF-1 modernizado é entregue a Marinha do Brasil em Gavião Peixoto (SP)

Primeiro AF-1 modernizado é entregue a Marinha do Brasil em Gavião Peixoto (SP)