O AVIC AG600 é desenvolvido para funções como transporte e combate a incêndios florestais (Alert5)

O AVIC AG600 é desenvolvido para funções como transporte e combate a incêndios florestais (Alert5)

O maior avião anfíbio do mundo na atualidade, o AVIC AG600, desenvolvido na China, realizou nesse sábado (29/4) os primeiros testes de taxiamento, informou a agência chinesa Xinhua. Os ensaios, efetuados na província de Guangdong, verificaram os freios da aeronave, assim como sua capacidade de rolar pela pista e ajustes de trajetória, em preparação para o voo inaugural.

Em desenvolvimento há quase 10 anos, o AG600 foi apresentado em julho de 2016, na sede da AVIC, em Zhuhai. Segundo dados do fabricante, a aeronave, concebida a princípio para o uso militar, mede 37 metros de comprimento e tem uma envergadura de 38,8 m, sendo capaz de decolar e pousar no solo ou na água (lembrando que aviões anfíbios diferem dos hidroaviões, que podem decolar e pousar somente na água).

O avião anfíbio chinês tem praticamente o mesmo porte do Boeing 737-800, o maior modelo da série atual “Next Generation”.

O AG600 é proposto como avião de transporte (com capacidade para 50 ocupantes), patrulha marítima, busca e salvamento e combate a incêndios florestais. Nessa última tarefa, a fabricante ainda destaca a capacidade da aeronave de recolher 12 mil litros de água em apenas 20 segundos.

A aeronave chinesa é impulsionada por quatro motores turbo-hélice, cada um com 5.100 cavalos de potência, e terá autonomia máxima de 5.000 km. A AVIC ainda afirma que o AG600 poderá voar a velocidade máxima de 570 km/h e atingir até 10.500 metros de altitude.

O avião anfíbio de grande porte pode ser um instrumento de grande ajuda nas operações das forças armadas chinesas no Mar do Sul da China. O interesse dos chineses pela região vem gerando uma intensa disputa territorial com outros países na Ásia, sobretudo pela controversa construção de diversas ilhas artificiais.

A AVIC já tem 17 encomendas pelo AG600, para as forças armadas da China, mas o modelo também despertou o interesse de empresas na Malásia e Nova Zelândia. O plano da fabricante chinesa é produzir 60 unidades do gigante anfíbio nos próximos 15 anos.

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