O planador Urupema é um dos objetos presentes na exposição sobre aviação no MCB (Divulgação)

O planador Urupema é um dos objetos presentes na exposição sobre aviação no MCB (Divulgação)

O Museu da Casa Brasileira (MCB) em São Paulo (SP), apresenta, em parceria com o Instituto Embraer, a exposição “Design na Aviação Brasileira”, que aborda o universo de criação do design nacional para artefatos concebidos para voar e a evolução da Embraer. A abertura da mostra acontece nesta quinta-feira (1), às 19h30. A exposição permanece em cartaz até 20 de agosto.

“Como único museu no Brasil dedicado às questões do design, a oportunidade de mostrar esta tradição brasileira e trazer a trajetória de sucesso da Embraer ao grande público é um importante momento de reforço da missão da instituição”, comenta a diretora geral do MCB, Miriam Lerner.

O criador da exposição, arquiteto e artista Guto Lacaz, já concebeu para o MCB a mostra “Santos=Dumont designer” (apresentada em duas edições, 2006 e 2009). “Buscamos reforçar a tradição aeronáutica do Brasil”, diz Lacaz, “desde o ‘Padre Voador’ Bartolomeu Gusmão, inventor brasileiro do balão de ar quente em 1709, passando por Santos Dumont e os experimentos que antecederam a Embraer. Trata-se de uma exposição de alto valor estético e tecnológico.”

O planador Urupema, em escala 1:2, abre a exposição já no portão do museu. Projetado em 1963, este planador feito de madeira e resina epóxi foi criado para competições mundiais de voo a vela. Ainda na parte externa do museu encontram-se dois modelos em tamanho real: o A-29 Super Tucano (EMB-314), turbo-hélice de ataque leve e treinamento avançado, e a “Máquina de Voar” de Leonardo da Vinci, construída especialmente a exposição para ser testada pelo público, com asas acionadas por pedais.

Entrando no museu, uma linha do tempo apresenta a história da aviação brasileira com modelos de aeronaves em escala 1:50, desde 1709 a 2017, apresentando aviões produzidos por iniciativas autônomas e outras empresas, além de todas as séries criadas pela Embraer.

A primeira sala é dedicada ao processo de projeto das aeronaves, desde os desenhos preparatórios dos aviões feitos a mão em papel vegetal, até os sistemas virtuais de projeto, incluindo vídeos de ensaios, modelos e documentação fotográfica. Para representar a sustentação do voo pela aerodinâmica e ação dos esforços do vento, Guto Lacaz preparou um modelo com ventilador que pode ser acionado pelo público, fazendo flutuar um trecho de asa.

O espaço central da exposição apresenta peças em dimensão real, combinando componentes de aeronaves com modelos menores do avião completo, oferecendo ao público uma experiência de escala e de uso da tecnologia aeronáutica, com grandes imagens de linhas de montagem. Algumas das peças expostas são um motor turbo-hélice do Bandeirante (EMB-110) e o trem de pouso do jato regional ERJ-145.

A mostra também tem recursos de realidade virtual, através de projeção e um simulador que permite explorar o interior do cargueiro militar Embraer KC-390.

De acordo com Mariana Luz, diretora superintendente do Instituto Embraer, essa ação cultural reitera o compromisso da Embraer de preservar a memória do setor. “Ao destacar a importância de pesquisadores, inventores, designers e engenheiros brasileiros para o desenvolvimento da indústria aeronáutica global, buscamos disseminar a história da aviação nacional, bem como inspirar jovens a descobrirem e explorarem esse universo.”

A exposição tem entrada gratuíta aos sábados, domingos e feriados. De terça a sexta-feira, o ingresso custa R$ 8. O Museu da Casa Brasileira fica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705.

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