Além da FAB, o Super Tucano também é operado pelas forças armadas de outros 11 países (Embraer)

Além da FAB, o Super Tucano também é operado pelas forças armadas de outros 1o países (Embraer)

A Força Aérea das Filipinas (PAF) pode ser o próximo cliente do avião de ataque leve Embraer A-29 Super Tucano. O modelo desenvolvido no Brasil é o único compatível com os requisitos da PAF, que busca uma nova aeronave de “suporte aéreo próximo” (CAS – Close Air-Support) para substituir a antiga frota de bimotores North American Rockwell OV-10 Bronco.

O programa de substituição dos Broncos é discutido no país desde 2014, mas em uma série de oportunidades acabou postergado. A negociação com a fabricante brasileira está na fase de “pós-qualificação”, que se aprovada pode determinar a compra de seis aeronaves. Segundo reportagem do site IHS Jane’s, o contrato é avaliado em US$ 101 milhões (cerca de R$ 321,4 milhões).

Neste ano, as forças armadas filipinas realizaram operações de combate contra insurgentes extremistas na região de Marawi, na ilha de Mindanao, inclusive lançando bombas de queda livre com os antigos Broncos. Com a intensificação dos ataques, a aquisição dos Super Tucanos vem ganhando força.

EUA também avaliam compra do Super Tucano

O Super Tucano também está envolvido no programa “AO-X” da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), que pretende adquirir aeronaves de baixo custo para treinamento de pilotos de caça e missões de observação e ataque. O início das avaliações é previsto para começar neste mês, na Base Aérea de Holloman, no estado do Novo México.

O Super Tucano é o único avião de seu tipo certificado pela USAF para operações militares de apoio aéreo tático. A aeronave brasileira, montada nos EUA pela Sierra Nevada, já foi adquirida pelos EUA anteriormente e repassada a força aérea do Afeganistão. Processos semelhantes também estão em andamento com as forças armadas do Líbano e Nigéria.

De acordo com os requisitos da USAF, a aeronave selecionada para o programa OA-X deve ser capaz de realizar missões de ataque leve e reconhecimento armado. Também precisa ser apta a suportar um ritmo de operações de 900 horas de voo por ano por 10 anos.

Segundo o site Aviation Week, o programa da USAF pode render um contrato de compra de até 300 aviões.

Além da Força Aérea Brasileira (FAB), o Super Tucano também está em serviço atualmente em forças aéreas de outros 11 países. Um dos modelos mais atuantes são os operados pelo Afeganistão, que já foram empregados em combates.

Veja mais: “Black Projects”, os aviões secretos dos EUA