A partir dessa terça-feira (14) a franquia de bagagens não é mais obrigatória (Divulgação)

A partir dessa terça-feira (14) a franquia de bagagens não é mais obrigatória (Divulgação)

Começa a valer nessa terça-feira (14) a nova regra da ANAC que acaba com a franquia obrigatória de bagagens. Com a alteração, as companhias aéreas brasileiras poderão cobrar pelo despacho de malas, prática já conhecida em grandes mercados da aviação comercial mundial, em especial nos Estados Unidos e Europa.

Segundo a Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (ABEAR), grupo que reúne as quatro principais companhias do Brasil, a mudança “abre caminho para uma nova classe tarifária”, que pode beneficiar quem viajar sem despachar bagagem. Em outras palavras, o passageiro que voar sem transportar malas poderá encontrar bilhetes mais baratos.

Pela regra anterior, o preço da franquia de bagagens obrigatória era diluído no valor total do bilhete, mesmo para os passageiros que viajavam sem malas. A mudança veio acompanhada do aumento da bagagem de mão na cabine: o limite passou de 5 kg para pelo menos 10 kg, que também passa a valer a partir do dia 14 de março.

A mudança da ANAC sobre a cobrança pelo despacho de bagagens vale para voos nacionais e internacionais. Confira a seguir como cada uma das quatro principais companhias aéreas do Brasil vão lidar com alteração da ANAC:

Azul

A Azul será a primeira companhia do país a implementar a utilização da nova regra para o transporte de bagagens. A empresa passará a oferecer já desde o primeiro dia que a lei passa a vigorar a nova opção de tarifa, chamada de “Azul”, com valores reduzidos para os passageiros que não despacharem malas ou outros objetos.

Como explica a empresa, a tarifa Azul será disponibilizada gradualmente em alguns mercados. Pela tabela já divulgada pela companhia, os preços dos bilhetes ficam R$ 30,00 mais baixos comparado ao valor atual, com franquia de bagagem incluída.

A Azul também vai oferecer a tarifa “MaisAzul”, outra categoria que valerá a partir do dia 14 de março, que mantém a prática tarifária atual, incluindo a franquia de 23 kg de bagagem. O passageiro da companhia que mudar de ideia e decidir despachar bagagens, poderá incluir a franquia em seu bilhete, a qualquer momento, por R$ 30,00.

Gol

A Gol também vai vender bilhetes que não incluem a franquia de bagagens, mas somente a partir do dia 4 abril. De acordo com a companhia, a nova tarifa, a “Light”, será mais barata do que as demais “para atender quem não precisa ou prefere não despachar bagagens”.

Caso o passageiros da tarifa Light queira despachar bagagem, esse serviço poderá ser contratado à parte, informa a Gol. Nos voos domésticos, o valor para despachar uma mala de até 23kg será de R$ 30,00 quando adquirida nos canais de autoatendimento e nas agências de viagens; ou R$ 60,00 no balcão de check-in.

Nos voos internacionais, quem pagar a tarifa de entrada e despachar levar malas terá de pagar US$ 10 no autoatendimento e agências de viagens, e US$ 20 no balcão.

As outras tarifas da companhia – “Programada” e “Flexível” – continuam a incluir, sem custo adicional, uma bagagem de até 23kg e a “GOL Premium”, disponível apenas nos voos internacionais, dois volumes do mesmo peso.

Latam

A Latam ainda não definiu uma data para o lançamento de novas tarifas sem franquia de bagagem em voos domésticos, mas anunciou que pretende cobrar R$ 50,00 no futuro pelo despacho da primeira mala de até 23 kg. O valor sobre o despacho de mais volumes também foi definido. Em comunicado, a empresa afirmou que cobrança no modo atual, com transporte de bagagens incluso, continuará pelos “próximos meses”.

Por outro lado, nos voos internacionais a mudança será imediata. Em viagens pela América do Sul, o despacho da primeira mala de até 23 kg é grátis e a segunda (do mesmo peso) custa US$ 90,00 (cerca de R$ 280,00). Nos demais destinos internacionais da Latam ainda será possível levar duas malas sem cobrança adicional. No entanto, o limite de peso dos volumes será reduzido de 32 kg para 23 kg.

No caso de excesso de peso, a companhia vai cobrar valores fixos. De 24 kg a 33 kg, em voos domésticos, será cobrado R$ 120 e US$ 90 (R$ 280) em voos pela América do Sul. Para os demais destinos internacionais da Latam, a bagagem extra custará US$ 100 (R$ 312).

Já quem transportar de 34 kg a 45 kg pagará R$ 200 em voos domésticos, US$ 180 (R$ 560) em trechos pela América do Sul e US$ 200 (R$ 624) para demais destinos internacionais.

A Latam ainda anunciou que nas classes Premium Business e Premium Economy, classes da companhia disponíveis em voos internacionais, o limite de bagagem de mão será de 16 kg.

Avianca

A Avianca Brasil é a única das grandes companhias do país que mesmo diante do início da vigência da nova regra da ANAC ainda não divulgou sua estratégia de tarifas sem a cobrança pela franquia de bagagens. Desta forma, a empresa ainda mantém a venda de bilhetes que incluem o despacho de um mala de até 23 kg sem custos adicionais. A companhia também ampliou o limite da bagagem de mão, de 5 kg para 10 kg.

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