O F-35 é um caça "stealth", capaz de voar sem ser detectado por radares (Divulgação)

O F-35 é um caça “stealth”, capaz de voar sem ser detectado por radares (Divulgação)

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) anunciou nessa terça-feira (2) que seu primeiro esquadrão composto pelos novos caças Lockheed Martin F-35 “Lighting II”, baseado no estado de Utah, foi declarado pronto para o combate. A aeronave alcançou a classificação que na aviação é chamada de “capacidade operacional inicial”, que ainda inclui uma série de testes de armamentos e outros equipamentos, além de treinamentos para os tripulantes.

“O F-35A será o avião mais dominante em nosso inventário, porque ele pode chegar onde outras de nossas aeronaves não podem e fornece as capacidade que nossos comandantes necessitam no campo de batalha moderno”, disse o general Herbert Carlisle, dirigente do Comando de Combate da USAF.

A USAF ainda não definiu quando pretende enviar o novo caça para a frente de combate real, como ocorre atualmente em ações na Síria. “Eu gostaria de implantar o F-35 tanto na Europa como no Pacífico em um futuro não muito distante, diria que dentro de 18 meses”, revelou Carlisle, ao AviationWeek.

Avião mais caro da história

Com um custo de desenvolvimento que já superou os US$ 400 bilhões, o F-35 é o avião mais caro da história da aviação. O caça supersônico possui tecnologia “stealth”, que o torna invisível a radares, e também é equipado com alguns dos sensores de busca mais avançados da atualidade.

No final de 2015, o Marine Corps (Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, que é diferente da Marinha – US Navy) declarou que já havia alcançado a capacidade operacional inicial com o F-35B, a versão mais complexa do caça da Lockheed Martin, capaz de realizar pousos e decolagens na vertical – o F-35A da USAF pousa e decola de forma convencional.

Os motores do F-35B e F-35C possuem complexas partes móveis, por isso a demora no seu desenvolvimento. (Foto - US Navy)

Os motores do F-35B possuem complexas partes móveis, por isso a demora no seu projeto (Divulgação)

A variante do caça mais atrasada até o momento é o F-35C, destinado ao US Navy. Esse modelo foi projetado para operar em porta-aviões com catapultas de lançamento, enquanto o F-35B pode operar a partir de embarcações sem esse recurso e com conveses de voo menores.

Até o momento, a Lockheed Martin já recebeu mais de 2.400 encomendas pelas três versões do F-35, a maioria para as forças armadas dos EUA. Também participam do projeto outros 10 países, como Canadá, Reino Unido, Holanda, Japão e Turquia.

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