Boeing/Leonardo MH-139 (Divulgação)

Em serviço na Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) desde 1970, o conhecido helicóptero UH-1N ‘Huey’, da Bell, está no fim da sua carreira operacional. E, para substituí-lo, a Boeing apresentou nesta semana o MH-139, um helicóptero multifunção baseado no modelo civil AW139, da Leonardo.

A parceria com o grupo italiano envolve a produção do MH-139 em território americano (onde a versão civil já é fabricada), caso a força aérea decida por ele. Estão previstas ao menos 84 unidades, e a Boeing e a Leonardo garantem que seu helicóptero pode gerar uma economia de até 1 bilhão de dólares comparado aos concorrentes.

Os Hueys atualmente são usados em missões como segurança interna, proteção de silos de mísseis intercontinentais e também no transporte de membros do governo norte-americano. Segundo a Boeing, o AW139 já é um helicóptero de eficiência comprovada, com mais de 900 unidades em serviço no mundo, parte dela em missões governamentais.

O AW139 é capaz de transportar até 15 passageiros e é equipado com dois turboshafts PT6 com 1.679 shp de potência cada. Ele tem peso máximo de decolagem de 6.800 kg e pode voar por até 1.250 km.

Boeing/Leonardo MH-139 (Divulgação)

Mais uma disputa nos EUA

O anúncio da participação do MH-139 na concorrência é uma volta por cima da Leonardo. A empresa italiana, que é uma junção de vários nomes do setor como Agusta, Westland e Alenia Aermacchi, entre outros, sofreu um revés há algumas semanas quando a então parceria no programa de fornecimentos de jatos avançados para USAF, a Raytheon, abandonou o negócio. Tempos depois, a fabricante anunciou que seguiria sozinha na concorrência com seu jato T-100.

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