O mercado chinês de aviação vai exigir quase 7.000 novos aviões até 2036 (Boeing)

O mercado chinês de aviação vai exigir quase 7.000 novos aviões até 2036 (Boeing)

A Boeing iniciou nessa quinta-feira (11) a construção de sua primeira fábrica fora dos Estados Unidos, na província de Zhoushan, região portuária de Xangai, na China. O projeto é uma parceria da empresa norte-americana com a fabricante local COMAC, controlada pelo governo chinês.

A primeira função da instalação, prevista para ser concluída em 2018, será a instalação de assentos e sistemas de entretenimento de bordo em jatos 737 montados na fábrica da Boeing em Renton, nos EUA. A unidade também será responsável pela pintura final e entrega das aeronaves a clientes chineses.

A Boeing chama a nova unidade na China, anunciada em setembro de 2015, de “centro de conclusão e entrega”. A previsão da fabricante norte-americana é de que o mercado chinês vai precisar de 6.810 novos aviões comerciais até 2036. A maior parte dessa demanda será por aeronaves da categoria narrowbody (corredor estreito), como é o caso do 737 (e do Airbus A320).

A Airbus é outra fabricante atenta a alta demanda por aeronaves comerciais da China. Desde 2008, a gigante europeia finaliza o jato A320 na planta de Tianjin. A empresa também está construindo uma segunda unidade na mesma cidade, onde será instalada uma linha de montagem final do jato A330.

A Embraer, por outro lado, encerrou as atividades de sua fábrica na China em 2016, após um período de 13 anos no país asiático. A planta chinesa produzia o jato executivo Legacy 650.

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