Projeção do 737 MAX 8 ainda com a pintura antiga da Gol: mais assentos do que nunca (Boeing)

A Gol anunciou nesta semana que seus novos Boeing 737 MAX-8, versão mais avançada do modelo, terão um incremento de 5% na capacidade de passageiros. Parece pouco, mas a atual configuração de 177 lugares pulará para 186 assentos. E, apesar disso, o espaço para os passageiros permanecerá o mesmo, promete a companhia.

O ganho virá da utilização de novos bancos e tecnologia de cabine que a empresa não detalhou. É possível imaginar que os assentos será mais leves e compactos para manter o ‘pitch’ (espaço entre fileiras) de 34 polegadas (86,3 cm) oferecido hoje assim como a reclinação 50% maior que a das aeronaves da concorrência, garante a Gol.

A nova configuração interna também será adotada nos 737-800 NG utilizados hoje pela empresa aérea – ela opera um total de 93 unidades desta versão além de 28 Boeing 737-700, menores. “Essa nova configuração permitirá que continuemos líderes de conforto no mercado doméstico brasileiro, reforçando nosso compromisso com satisfação dos clientes”, declarou Celso Ferrer, vice-presidente de planejamento da Gol.

Entregas no segundo semestre de 2018

A Gol é uma das cinco maiores clientes do 737 MAX, versão mais avançada do jato comercial mais vendido da história. São 120 unidades encomendadas, 25 dos quais serão entregues até 2020. Apesar disso, os primeiros exemplares do modelo só entrarão em operação na empresa no segundo semestre do ano que vem – a Boeing começará a entregar o jato em maio deste ano.

Com o 737 MAX, além da economia de operação (a Boeing diz que ele tem custo por assento 8% inferior que o rival A320neo), a Gol deve se beneficiar do maior alcance do aparelho, que pode voar por até 6,5 mil km contra 5,5 mil km do 737-800 NG. Com isso, os voos para destinos no Caribe e na Florida poderão ser realizados sem escala – hoje é preciso uma parada técnica para reabastecimento.

Graças a essa economia, a nova geração de jatos de corredor único tem proporcionado às companhias aéreas a possibilidade de transportar quase a mesma quantidade de passageiros que grandes aviões do passado. Mais leves e eficientes, eles permitiram um aumento na carga útil que deve reduzir os custos numa indústria em que cada centavo vale muito. Espera-se que o conforto dos clientes não fique em segundo plano.

Interior de 737 da Gol: companhia promete manter mesmo espaço para os passageiros (Boeing)