A Azul Uruguay é cotada para voar ainda em 2017 (Azul)

A Azul Uruguay é cotada para voar ainda em 2017 (Azul)

Sem uma companhia aérea de porte desde o fim da Pluna em 2012, o Uruguai pode ganhar uma subsidiária da Azul ainda em 2017. Os planos da companhia brasileira já são conhecidos há alguns meses desde que foi apresentada a proposta de criação ao governo do país, mas agora informações publicadas na imprensa do país vizinho sugerem que a operação deverá começar no último trimestre deste ano – consultada, a empresa não comenta o assunto.

O site uruguaio Portal de América revelou há algumas semanas que a Azul Uruguay terá cinco destinos a partir do aeroporto de Carrasco, em Montevidéu: Buenos Aires, Córdoba, Rosário na Argentina, e Porto Alegre e Campinas no Brasil. A frota da empresa seria formada por quatro turbo-hélices ATR-72-600 e um jato Embraer E195 (que faria um voo diário para Viracopos).

O principal destino, no entanto, deverá ser Buenos Aires, com cinco frequências diárias operando no aeroporto Aeroparque, rota em que a extinta Alas Uruguay, uma companhia formada por ex-empregados da Pluna, voava até outubro do ano passado com três jatos Boeing 737-300 quando fechou por problemas financeiros.

Quase oito décadas de Pluna

Até falir há cinco anos, o Uruguai contava com uma das mais antigas e conhecidas companhias aéreas do continente. A Pluna foi fundada em 1936 por dois irmãos que adquiriram aviões ingleses da fabricante de Havilland. O nome surgiu da sigla de “Primeras Líneas Uruguayas de Navegación Aérea”. Pouco mais de dez anos depois da fundação, a Pluna chegou ao Brasil ao estabelecer uma frequência entre Montevidéu, Punta del Este e Porto Alegre em 1947, já como uma companhia estatal.

Por muitos anos antes da sua privatização em 1991 a companhia aérea uruguaia voou com apenas dois Boeing 737-200 que, inclusive, ainda encontram-se parados no aeroporto de Carrasco, à espera de um leilão. Em 1995, a Varig tornou-se sua sócia e logo novos e maiores aviões foram utilizados em suas rotas incluindo o Boeing 757 e o 767-300, mas a situação financeira da empresa brasileira, somado aos prejuízos da própria Pluna fez a sociedade se encerrar em 2007.

No ano seguinte, a empresa renovou sua frota com sete jatos regionais canadenses Bombardier CRJ-900 com os quais a companhia chegou a voar para várias cidades brasileiras, incluindo Florianópolis, Curitiba, Foz do Iguaçu e Brasília.

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Boeing 737-300 da Alas Uruguay: companhia fechou as portas em 2016 (Nicolasrnphoto)

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