O Super Étendard pode voar a velocidade máxima de 1.380 km/h (Marine Nationale)

O Super Étendard pode voar a velocidade máxima de 1.380 km/h (Marine Nationale)

A Argentina pode ter solucionado parte de seu problema de defesa aérea. Segundo reportagem do diário digital Infobae, o ministério da defesa do país definiu a aquisição de seis caças-bombardeiros oriundos da França por um total de US$ 10 milhões. Como aponta a publicação, as aeronaves são o Dassault-Breguet Super Étendard, jatos de combate que podem ser operados a partir de bases terrestres ou de porta-aviões.

De acordo com a publicação, os Super Étendard, apesar do perfil mais adequado para operações navais, serão incorporados à força aérea argentina. Os jatos pertenciam a marinha da França e até o ano passado eram operados a partir do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, quando foram desativados e estocados.

Os modelos que eram operados pela força naval da França são da versão “Modernisé”, com sistemas de voo e armas atualizados em 2009. Em entrevista ao diário argentino, uma fonte do ministério da defesa do país revelou que essa é maior aquisição militar da Argentina nos últimos 15 anos. A compra das aeronaves será selada em junho, afirmou o noticiário.

Velho conhecido

O Super Étendard é uma evolução do Etendard IV, que voou pela primeira vez em 1958. Já o modelo “Super”, de maior desempenho e com mais opções de armamentos, foi introduzido a marinha francesa em 1978. Mas quem usou o avião em combate pela primeira vez foi justamente a Argentina.

Em 1982, na Guerra das Malvinas, o avião francês foi utilizado pela Armada Argentina (marinha argentina) no afundamento de duas embarcações britânicas, e de forma devastadora. Os ataques aéreos foram realizados com mísseis anti-navio Exocet, que sempre foi a principal arma do Super Étendard.

Os antigos Super Étendard argentinos estão estocados (Armada Argentina)

Os antigos Super Étendard argentinos estão estocados (Armada Argentina)

Os Super Étendard sempre foram aviões especializados no ataque a alvo navais, mas também podem ser configurados para atuar como caça-interceptador, bombardeiro ou até ataque nuclear. Essas outras funções, porém, limitam o desempenho do caça, principalmente seu alcance.

Os modelos adquiridos pela Argentina na década de 1980 encontram-se estocados. Em diversas oportunidades, o país cogitou convertê-los para o padrão Modernisé, mas os planos nunca foram adiante.

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