A Bolívia operou 38 jatos T-33, adquiridos a partir de 1973 (FAB)

A Bolívia operou 38 jatos T-33, adquiridos a partir de 1973 (Fuerza Aérea Boliviana)

A Fuerza Aérea Boliviana (também abreviada como FAB) desativou no final de julho seus quatro últimos jatos Lockheed T-33 Shooting Star, aeronaves que cumpriam função de treinamento e ataque. A cerimônia de despedida das aeronaves, realizada na sede do Grupo Aéreo de Caza-31 na cidade de El Alto, contou com a participação do presidente Evo Moralez.

“Nossos T-33 se despedem e isso sempre causa dor, mas essa é a tarefa da tecnologia, terminar seu serviço e mandá-los embora”, disse o presidente da Bolívia em discurso. Os antigos T-33, aeronaves norte-americanas projetadas no final da década de 1940, foram operados pelo país durante 44 anos e eram os últimos ainda em serviço militar no mundo.

“Eu não sei se é um brinde de despedida, mas também um brinde para continuar a adquirir equipamentos”, contou Moralez. O principal candidato para ocupar a lacuna deixada pelos T-33 é o russo Yak-130, jato subsônico que também pode ser empregado em funções de treinamento avançado e ataque.

Os primeiro T-33 foram adquiridos pela Bolívia entre 1973 e 1977, comprados do Canadá. Posteriormente, em 1985 o país comprou mais unidades da França. Ao todo, a FAB operou 38 exemplares do Shooting Star, sendo que 18 deles foram modernizados entre os anos 2000 e 2001 para o padrão “T-33-2000”, com sistemas de voo e motores atualizados.

Com a aposentadoria dos T-33, o principal avião de combate da Bolívia passa a ser o K-8 Karakorum, de fabricação chinesa.

O jato russo Yakovlev Yak-130 é o preferido da Bolívia para substituir o T-33 (Creative Commons)

O jato russo Yakovlev Yak-130 é o preferido da Bolívia para substituir o T-33 (Creative Commons)

Veterano

O T-33 foi o primeiro jato de muitas forças aéreas pelo mundo e foi utilizado por mais de 30 nações. O Brasil foi um dos operados da aeronave, entre 1956 e 1975 – na Força Aérea Brasileira o Shooting Star foi substituído pelo Embraer AT-26 Xavante, a partir de 1972.

A América do Sul foi uma das principais regiões onde o T-33 foi aplicado. Além do Brasil e Bolívia, o modelo também foi operado pelo Chile, Colômbia, Equador, Peru, Uruguai e Paraguai.

O único país que utilizou o T-33 em combate foi Cuba, durante o conflito conhecido como “Invasão da Baia dos Porcos”, em 1961, contra forças dos Estados Unidos e cubanos revolucionários.

Fonte: Poder Aereo, El Mundo

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