O AN-124 pode decolar com peso máximo de 405 toneladas (Eric Prado)

O AN-124 pode decolar com peso máximo de 405 toneladas (Eric Prado)

Um gigante tem pouso agendado no Aeroporto de Guarulhos (SP) no final deste mês. “Irmão menor” do Antonov AN-225 Mriya, o maior avião do mundo, o Antonov AN-124 Ruslan pousará no aeroporto internacional de São Paulo no próximo dia 25 de junho. A operação já aparece no sistema da ANAC, mas ainda não foi aprovada pelo órgão.

A aeronave operada pela companhia russa Volga Dnepr sairá de Ulyanovsk, na Rússia, e fará uma escala na Ilha do Sal antes de chegar ao Brasil. O pouso em Guarulhos, segundo a programação do aeroporto, é previsto para às 18h00. A decolagem será no dia seguinte, às 14h00, e o avião segue em direção a Nova Orleans, nos Estados Unidos.

O AN-124 vem ao Brasil para buscar uma carga e entregá-la nos EUA. Pelo tempo que permanecerá em solo, especulá-se que seja um grande volume, similar ao que o AN-225 embarcou em 2016 – a aeronave transportou um transformador de 155 toneladas entre Guarulhos e Santiago, no Chile.

O Ruslan, que também aparece entre os maiores aviões que já voaram, é considerado a segunda maior aeronave de carga do mundo, atrás apenas do AN-225. O avião ucraniano, com 68,9 metros de comprimento (o AN-225 mede 84 m), pode decolar com peso máximo de 405.000 kg, sendo 150.000 kg de carga.

Diferentemente do AN-225, que pousou no Brasil em apenas duas ocasiões, as visitas do AN-124 são mais frequentes. A última passagem da aeronave pelo país foi em 2014, quando passou pelos aeroportos de Porto Velho (RO) e Campinas (SP). O cargueiro também realizou, em 2010, a entrega do primeiro lote de helicópteros de ataque AH-1 Sabre, fabricado na Rússia, à Força Aérea Brasileira.

O Ruslan pode embarcar até 150 toneladas de carga pela porta frontal (Volga Dnepr)

O Ruslan pode embarcar até 150 toneladas de carga pela porta frontal (Volga Dnepr)

O AN-124 foi desenvolvido no final da década de 1970, com investimento da União Soviética, e voou pela primeira vez em 1982. O primeiro operador do quadrimotor foi a força aérea soviética, que depois foi assumida pela Rússia. Com o fim do regime comunista, parte da frota militar foi adquirida pelas companhias de carga Antonov Airlines e Volga Dnepr.

Entre 1982 e 2014, a Antonov produziu 55 unidades do AN-124, contra apenas uma do AN-225. A maioria dos modelos fabricados pela empresa ucraniana permanece em serviço até hoje, em funções comerciais e militares.

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