A Airbus pretende realizar os primeiros testes de voo do Pop.Up ainda neste ano (Airbus)

A Airbus pretende realizar os primeiros testes de voo do Pop.Up ainda neste ano (Airbus)

A Airbus está levando a sério a ideia de projetar um carro voador. O grupo europeu, em parceria com o estúdio de design automotivo Italdesign, apresentou no Salão de Genebra nesta semana o conceito Pop.Up, que nas palavras da fabricante é um “sistema de transporte modular”, projetado para aliviar o trânsito de grandes cidades.

O veículo é uma cápsula, com espaço para dois ocupantes, que pode ser acoplada a um módulo terrestre ou aéreo, podendo se deslocar pelo solo, como um automóvel, ou pelo ar, com modo de voo semelhante ao de um helicóptero. Não só isso, projeto ainda propõe motorização totalmente elétrica e a condução é autônoma, em solo ou voando.

Como explica a Airbus, se o veiculo estiver parado no congestionamento, o módulo aéreo pode ir ao seu encontro e retirá-lo do trânsito e completar o percurso voando. Terminada a viagem, os módulos regressam às suas bases de recarga automaticamente, onde repõem a energia de suas baterias em 15 minutos.

Para seu funcionamento, os passageiros devem planejar e reservar a viagem através de um aplicativo. O sistema sugere automaticamente o melhor modo de transporte de acordo com o trânsito da rota e as preferências dos ocupantes.

Segundo dados da fabricante, o módulo terrestre, impulsionado por dois motores elétricos que geram potência combinada de 80 cv, pode acelerar até 100 km/h e percorrer até 130 km. Já o módulo aéreo conta com quatro propulsores elétricos, que juntos geram 182 cv e movem oito rotores. Em voo, o Pop.Up também alcance 100 km/h e a autonomia é limitada em 100 km.

Toda a propulsão do veículo é por motores elétricos (Airbus)

Toda a propulsão do veículo é por motores elétricos (Airbus)

Apesar da ideia ser bastante futurista, a Airbus confirmou que vai iniciar os primeiros testes do conceito já no final deste ano. Não só isso, a empresa vai trabalhar para viabilizá-lo para o uso comercial no prazo de até 10 anos.

“Há cem anos, o transporte urbano tornou-se subterrâneo, agora temos a possibilidade tecnológica de ir além do solo. Estamos numa fase de experiência, levamos este desenvolvimento muito a sério” afirmou Mathias Thomsen, gerente geral de mobilidade aérea urbana da Airbus.

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