Boeing 777-300ER da Emirates

Boeing 777-300ER da Emirates

AIRWAY publica nesta semana uma série de quatro reportagens sobre o voo entre o Brasil e o Japão a bordo da companhia aérea Emirates, uma das mais premiadas do mundo. Sergio Quintanilha, nosso colaborador, é redator chefe da revista Motor Show, da Editora Três, e, entre outros projetos, lançou no Brasil a revista Avião Revue, que surgiu originalmente na Alemanha. Confira a terceira parte a seguir:

Terceira parte: NRT/DXB – VOO EK319

Narita não tem a opulência de Dubai, mas é um ótimo aeroporto. Na verdade, até mais aconchegante. A área de compras depois da imigração é muito boa e a sala VIP da Emirates é excelente, com saladas, peixes e vinho francês. Também havia champanhe Moet & Chandon. O horário de partida é muito bom, próximo das dez da noite. O embarque para o voo EK319 começou às 21h05. Entrei no Boeing 777-300 A6-EGB e me espantei com o calor. Dessa vez, meu assento 8K (janela) era o primeiro da terceira seção da aeronave, que voou pela primeira vez em 14/04/2011. Com apenas quatro anos e meio de uso, estava impecável. Às 21h30, quando vários passageiros já estavam suando, ligaram o ar-condicionado.

O comissário Kaled, um libanês, veio até meu assento, me chamou pelo nome e entregou uma papeleta de “fast track” para imigração em Dubai. Na volta eu iria aproveitar a oferta da Emirates para os clientes da executiva e passar um dia na majestosa cidade. Em seguida, a comissária Akane, uma japonesa, ofereceu champanhe, água e suco de laranja, além de entregar a carta de vinhos. Aceitei uma taça de champanhe. Akane perguntou se eu queria ser acordado para o café da manhã, duas horas antes do pouso – eu disse que sim. O Boeing 777 taxiou durante 17 minutos até a cabeceira 34L de Narita. Alinhou às 22h13, correu na pista japonesa durante 40 segundos e decolou com toda a potência nos motores. Subiu durante 4 minutos, furou uma camada de nuvens e virou à direita, reduzindo um pouco a potência e fazendo outra curva à direita. A 28.000 pés, com vento contrário de 168 km/h, a velocidade da aeronave ficou limitada em 746 km/h.

O jantar demorou tanto que acabei dormindo vendo um documentário sobre o Japão. Às 23h44, finalmente começaram a servir o jantar. Ao som de Bee Gees numa seleção de música dos anos 70, pedi “Japanese Choice” para jantar. A comida estava maravilhosa – tinha até caviar dentro de um limão oco. A pequena turbulência não atrapalhou meu sono e dormi durante sete horas seguidas, enquanto o Boeing 777 seguia dessa vez pelo sul da China, passando por Xangai e depois pela Índia em sua rota para Dubai. Perdi até o café da manhã. Quando acordei, o comissário Kaled me serviu apenas um croissant com uma xícara de café, um iogurte e um suco de laranja. Faltando 35 minutos, sobre o Golfo de Omã, o avião começou a descer a 650 km/h. Quinze minutos depois, estava a 9.000 pés já na proa para Dubai. Quando chegou a 5.000 pés, o “Golf Bravo” da Emirates reduziu para 402 km/h. Fez duas manobras à esquerda, uma a 3.500 pés, sobre o mar, e outra a 2.500 pés, quando pude avistar de minha janela o impressionante Burj Khalifa brilhando no céu de Dubai. Com céu limpíssimo e temperatura de 28oC, o Boeing 777 EGB pousou às 3h40 da madrugada árabe, cruzando a cabeceira 12R a 252 km/h.

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